Resenha de Despertar, da Amanda Hocking



Despertar, primeiro volume da série Watersong, escrita pela Amanda Hocking e publicada no Brasil pela editora Planeta, começa despertando em mim um sentimento de “já vi isso em algum lugar”. Felizmente, tal sentimento dura apenas algumas páginas, já que logo a leitura me conduz a águas mais profundas.

 
A história é um complexo de relações humanas e míticas. Gemma e Harper são irmãs e vivem com o pai uma vida comum. Harper vai à faculdade logo, enquanto Gemma, um pouco mais nova, tem grandes chances de ser campeã olímpica em natação. Harper é muito superprotetora com a irmã por causa da ausência da mãe, o que acaba provocando alguns atritos entre as duas, mas nada grave. Vivendo em um balneário lotado de turistas no verão, Gemma costuma relaxar nadando na enseada à noite, já que a água é sua maior distração, ainda que já passe parte de seus dias na piscina, treinando. Alex, nerd e melhor amigo de Harper que parece ter tido um surto positivo de crescimento nos últimos tempos, tem demonstrado mais do que um simples carinho pela irmãzinha da amiga. Logo, Gemma e Alex estão juntos e felizes em um relacionamento fofo e cauteloso.
Tudo vai bem, exceto pela presença de Lexi, Penn e Thea, garotas atraentes e estranhas demais para serem ignoradas pelos moradores do lugar. As garotas não só atraem os olhares de todos, homens e mulheres, com também conseguem persuadir, aparentemente, qualquer um a fazer algo que lhes agradem. O grupo se torna ainda mais assustador quando, inexplicavelmente, começa a demonstrar interesse em Gemma, deixando Harper ainda mais preocupada.
Não posso dizer nada mais a respeito do enredo, mas posso garantir que a história não se parece nada com Sereia, da Tricia Rayburn, uma série de que gosto muito. Isto é bom, claro, pois quando comecei, pensei que me levaria às mesmas coisas, já que os seres sobrenaturais em questão são as sirenas. A história me surpreendeu quando a leitura passou a indicar que a explicação para os detalhes não era nada do que eu poderia imaginar. Ao mesmo tempo que não se vê nada diferente do que já sabemos sobre os tais seres, uma informação bem interessante nos é apresentada junto às razões que fundamentam as atitudes das criaturas. Ainda pude encontrar algumas falhas, mas nada que tenha atrapalhado o meu apetite pela leitura.
Gemma não questiona os fatos bizarros e a situação em que se encontra como uma pessoa normal faria, e estou começando a achar que este é um defeito/detalhe das histórias da Amanda Hocking, já que notei a mesma falta em Trocada. Alex, que deveria conquistar minha simpatia instantânea, também se manteve bastante apático, apesar de todo o drama em que se envolveu. Ainda assim, a história ganha força com outros personagens, mais fortes e vivos e que, certamente, darão à continuidade mais emoção.
Não achei que terminaria ansiosa pelo segundo volume, Canção do Mar, mas aqui estou eu, louca para ler o livro que já foi lançado este ano e ainda não caiu em minhas mãos, infelizmente. Espero que a trama mantenha o ritmo e que meus personagens favoritos não se tornem odiáveis, mas principalmente, que o mito apresentado como realidade não perca a força para um romance qualquer. Não é do feitio da Amanda, pelo que já pude perceber, deixar o romance em primeiro plano e esquecer de usar o sobrenatural a seu favor, mas já vi falhas assim antes, então já fico na defensiva.

2 comentários:

  1. Oi adorei.. muito obrigado, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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